Crítica: A Cabeça de Steve Jobs

Autor: Leander Kahney
Editora: Agir

Steve Jobs é sinônimo de inovação desde 1984, quando sua empresa Apple se tornou um fenômeno como a primeira empresa a comercializar computadores pessoais. De um hippie budista que montava computadores na garagem de casa, Jobs tornou-se rapidamente um dos jovens empresários mais bem sucedidos de todos os tempos devido a um grande desejo: deixar sua marquinha no universo através da tecnologia desenvolvida para o uso das grandes massas. No livro de Leander Kahney “A cabeça de Steve Jobs” podemos conferir o inquestionável talento de Jobs para a inovação ao conduzir a Apple na produção de gadgets de funcionalidade impecável e praticidade extrema, tornando-a uma grande potência quando se fala em tecnologia e qualidade.

O livro marca o retorno de Jobs à Apple em 1996, após se afastar por diferenças criativas, em um período no qual a empresa já não exercia o fascínio que conquistara e estava em uma espiral mortífera. Logo que retornou Jobs começou a reformulação focado naquilo que considerava o maior problema: os produtos. Cada novo projeto passou pelo crivo de Jobs – “Temos que ter um foco e fazer as coisas que fazemos bem”, afirma. Se um grupo quisesse manter vivo um projeto, tinha que vender a idéia a Jobs, e isso não era nada fácil. Além dos produtos, houve também a reformulação do quadro de profissionais da empresa que, através de parcerias duradouras com gênios da informática, design e administração, pode voltar a respirar e a ser sinônimo de qualidade.

A estratégia de Jobs concentra-se não somente nos produtos da Apple, mas na experiência do consumidor. Esta premissa se estende desde o projeto de cada produto até a loja onde ele será vendido, destacando-se como o grande diferencial da empresa. Há um detalhismo muito forte na personalidade de Jobs que faz com que seus designers criem dezenas de protótipos até que ele fique convencido de que aquilo é realmente funcional e simples, visando uma experiência inesquecível para o consumidor do momento da entrada em uma loja da Apple, passando pelo ato de desempacotar os produto até a praticidade de usá-lo em seu dia-a-dia, o que faz de seus produtos indispensáveis.

Hoje os produtos da Apple vão muito além dos computadores, que nem são mais o ativo de maior retorno da empresa. A revolução da maçã se estende também pela forma na qual se consome música hoje em dia (com o lançamento do Ipod e da loja virtual Itunes), pela telefonia celular (Iphone) e agora pela forma que se lê e se navega pela internet (Ipad). O pioneirismo da empresa se escancara a cada cópia lançada pelos concorrentes, que se inspiram na tecnologia desenvolvida pela Apple. Nunca uma empresa foi um sinônimo tão forte de qualidade e nunca um líder foi tão elevado a ponto de ser visto como um mito ainda vivo.

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