Os preconceitos de iCarly

 

Trabalho ao lado de uma TV e acabo vendo ou ouvindo por tabela  a maioria dos programas  na manhã da Globo. Ultimamente o que mais me chama a atenção (no mau sentido) são os seriados da Nickelodeon ou Disney, que na televisão aberta passam alternadamente na  TV Globinho, dentre eles Zack e Cody (absurdamente imbecil), Jonas (engraçadinho) e ICarly – este que me espanta a cada episódio.

Por quê? Pelo preconceito velado impregnado na maioria dos episódios. Se algum personagem foge do padrão dos três protagonistas – jovens em média de 15 anos, americanos, brancos e bonitinhos – é sempre colocado na história de forma ofensiva pelos roteiristas para ser aloprado e diminuido.

Todo gordinho é bobo ou sem noção, dependendo da necessidade do episódio. Se o personagem não é americano, com certeza terá uma característica exagerada que será alvo de piadas durante todo o programa (japoneses, ingleses e escoceses são alguns que já vi). Todo personagem mais velho é chato, ultrapassado e tem um esquisitice latente, dentre eles professores, pais ou qualquer outra figura que represente alguma autoridade – e esta é a explicação para Carly morar apenas com seu irmão mais velho, porém imensamente mais infantil: não ser repreendida por algum adulto que possa atrapalhar a “diversão”.

Depois os pais não sabem por que os filhos são malcriados e há bullying nas escolas.

Cancelamento do Maiden no Rio

 Do Whiplash:

“Do lado de fora houve breve altercação entre alguns indivíduos e a polícia, mas foi mínima, sendo resolvida rapidamente. Ao contrário da propaganda sensacionalista que certos veículos midiáticos adoram usar como forma de alcançar maior divulgação de seus produtos, não houve quebra-quebra generalizado nem qualquer tipo de violência. Houve apenas poucas exceções isoladas e sem maiores repercussões, considerada a gravidade dos acontecimentos.”

O mais revoltante, no entando, é testemunhar o modo como certos veículos midiáticos teimam em propagar a notícia de que o culpado de algo dessas proporções é o fã – justamente a maior vítima dessa falta de respeito. Onde já se viu barreira de proteção quebrar por causa de fã? O alambrado do Rock in Rio III consegue segurar 250.000 pessoas, e a do HSBC não consegue segurar 1% dessa monta? Não há como compreender a razão que leva alguém a dizer que o fã que paga 400 reais num ingresso, espera numa fila o dia inteiro, não vê a banda de abertura (e portanto não aproveita o valor do ingresso), é espremido, pisoteado, esmagado, corre o risco de se machucar com um equipamento armengado e defeituoso de uma produção mal preparada, é agredido fisicamente pela equipe de segurança, ainda tem seu show cancelado e volta para casa frustrado… não há como entender em que capacidade ele é o culpado da estória.”

Leia na íntegra aqui.