Crítica: Mortal Kombat Legacy – Ep 9

IMDB: http://www.imdb.com/title/tt1842127/fullcredits#cast

Obs: Recomendo ver o nono episódio antes de continuar, o texto contém spoilers =) !

Depois de um mês de espera pudemos assistir o último episódio de Mortal Kombat Legacy e, apesar de também conter furos de roteiro como os outros, admito que é um dos mais consistentes da série.

Desta vez acompanhamos a transformação de dois ninjas do clâ Lin Kuei em ciborgs: Cyrax (obrigado a participar do experimento) e Sektor (que aceita a orden sem questionar). O processo é acompanhado de perto por Kano e pelo Grão-Mestre, que vê na tecnologia o futuro ideal para seu clâ de ninjas.

Este episódio foi tratado com mais cuidado, por ser o último da série e ter a obrigação de deixar todos querendo uma segunda temporada. Posso dizer que esta narrativa teve uma fluência muito melhor do que várias anteriores, dando o devido tempo para cada elemento ser bem  apresentado e por conter cenas de ação bem melhor coreografadas e executadas do que aquelas risíveis vistas no episódio anterior. Nada mais que a obrigação de Kevin Tancharoen, já que o diretor demorou mais de um mês para entregar este episódio final.

O visual agradou bastante!

Os ótimos efeitos visuais são o maior trunfo do episódio (claro, depois de economizá-los nos 8 anteriores), fazendo dos ciborgs personagens que nunca deixam de parecer verossímeis e ameaçadores, sendo muito bem inseridos no tom realista que a série buscou desenvolver. Até a trilha musical está mais empolgante, demonstrando que o objetivo era realmente buscar a grandiosidade e, aliás, é também interessante ver como os realizadores não tiveram receio de incluir cenas que poderiam ser “censuradas” no Youtube pelo teor gráfico, vista a polêmica gerada depois de alguns episódios mais “violentos”, não? Fizeram tudo para que este episódio final agradasse a todos os fãs de MK – e conseguiram.

Porém, também há furos no roteiro:

1) A primeira sequência de ação envolvendo os ninjas ainda humanos é uma luta mano-à-mano contra… Cyborgs. Cada ninja humano deu cabo de um dos robôs com uma facilidade acrobática, sem levar nem um golpe ou mesmo sentir dor por acertar um oponete de metal, conseguindo inclusive arrancar a cabeça de um deles como se fosse um simples capacete. Claro que desde então houve melhorias para Sektor e Cyrax mas, se dois ninjas humanos conseguiriam acabar com dois cyborgs facilmente, qual o sentido do projeto? Ter que assumir os cyborgs do início como mais fracos que um humano é relevar um erro ridículo.

Não deu nem para suar!

2) Onde estão todas as outras armas dos robôs? Pelo visto eles foram criados somente para lutar artes marciais.

3) Sektor e Cyrax, já transformados, tiveram imenso trabalho para acabar com apenas um cyborg, contra o qual tiveram que unir forças. Ora, se eles seriam os dois robôs mais avançados e tiveram que fazer um tremendo esforço para derrubar juntos um só oponente, há algo muito errado no projeto.

Mas o que me entristece mesmo é a desonestidade em atrasar (oportunamente) o lançamento deste último episódio para a Comic-Con. Isso foi feito simplesmente em função da aceitação incondicional dos fãs que, deixados “de molho” um longo tempo para serem irremediavelmente contagiados pelo que acabaram de assistir, votarão à favor de uma segunda temporada sem pensar – o que é uma lástima, visto que Tancharoen errou muito mais do que acertou no comando da série (e nem vou comentar sua absurda tentativa de fazer referência à Kubrick).

Este último episódio teve a qualidade superior e os bons efeitos digitais que deveriam permear também por todos os outros, mas isso seria pedir demais. E lamento que o único fatality de toda a série tenha sido aplicado de maneira simplória em um robô desconhecido – assim acaba a “primeira temporada” do Mortal Kombat Legacy, de Kevin Tancharoen.

Veja os robôs de Mortal Kombat Legacy!

Finalmente está acontecendo a Comic-Con e a espera pelo final da websérie Mortal Kombat Legacy está chegando ao fim. O visual dos robôs já foi revelado, portanto só falta saber se o último “episódio” desta “temporada” trará uma história interessante. Siceramente, espero mais uma grande decepção.

Os robôs, Cyrax e Sektor.

Seria Smoke? Se era para ser surpresa, Kevin Tancharoen já estragou tudo.

Final de Mortal Kombat Legacy só em JULHO!

Kevin Tancharoen

Na última sexta-feira (04/06/11) o diretor Kevin Tancharoen anunciou em seu twitter que o novo episódio da série Mortal Kombat Rebirth não seria disponibilizado online na segunda feira (06/06/11) como de costume. Logo em seguida anunciou o porquê: os dois últimos episódios da websérie serão exibidos em uma premiere durante a San Diego Comic-con só em JULHO. A notícia oficial já foi publicada no site Mortal Kombat Online.

Confira aqui a reação de alguns fâs brasileiros.

Notícia via Cinemaspy.

Crítica: Mortal Kombat Legacy – Ep 8

IMDB: http://www.imdb.com/title/tt1842127/fullcredits#cast

Obs: Recomendo ver o oitavo episódio antes de continuar, o texto contém spoilers =) !

Não me decepcionei com este episódio por um motivo: não criei expectativas de ser impressionado. Fora o belo visual não há mais nada de impressionante nele – a não ser o fato de que os fãs foram enganados mais uma vez pela “brilhante” capacidade de Kevin Tancharoen de aplicar sua “nova visão” à história dos personagens.

Este “episódio” retoma a narrativa do anterior para conferimos a conclusão da história de Scorpion – sua batalha com Sub-Zero e seu desfecho trágico.

Infelizmente esta conclusão é prejudicada principalmente por dois elementos que deveriam contribuir para o clímax dramático do episódio, mas que acabam decepcionando muito e atrapalhando o desfecho.

  1. O primeiro (que considero apenas um erro experimental que merece ser relevado) foi dividir a história de Scorpion em dois episódios: o sétimo, que serviu para conhecermos o personagem e criarmos empatia com sua família, a fim de nos importarmos com os mesmos; e o oitavo, que mostra o desfecho trágico da história. Tancharoen e seus roteiristas seguiram direitinho a cartilha “como desenvolver personagens”, mas ter uma semana de intervalo entre a apresentação da história e seu desfecho prejudicou muito a tensão criada;
  2. O segundo (que merece repreensão por ser absurdamente ofensivo) é revelar, no fim do episódio, que não havia Sub-Zero algum! Este era apenas um disfarce de Quan Chi (Michael Rogers) para levar Scorpion ao Mortal Kombat. Admito que foi uma alternativa aceitável trazer o feiticeiro para a narrativa e criar de outra forma a rivalidade entre os ninjas, mas o que não admito é o episódio ter sido vendido como o embate entre os dois maiores ícones da franquia – o que não acontece realmente.

O quê? Não havia Sub-Zero?

Aliás, eu realmente não entendo o porquê do oitavo episódio ser tão curto, visto que ele já seria reduzido pelo previously inevitável. Parece que os tão aguardados desfecho e clímax da história simplesmente não mereceram maior atenção dos realizadores (com certeza orgulhosos por terem provado sua “genialidade” só com a apresentação dos personagens). Muito menos desenvolvida foi a luta entre os dois ninjas, que é curtíssima e tem pouco mais de 1 minuto (talvez pelos realizadores acharem que mostrar apenas dois golpes do jogo já seria o bastante). Prefiro a luta energética de Scorpion e Johnny Cage no filme de ’95, que tem uma duração que caberia perfeitamente neste episódio – claro, se Tancharoen lembrasse que deveria dirigir Mortal Kombat (!) e não um projeto pessoal.  

Furos do roteiro/direção:

  1. Não há explicação para Scorpion ser consumido em chamas ao renascer, já que o personagem não apresentou nenhum indício de manipular fogo durante toda a história e lutou contra Quan-Zero (ou Sub-Chi) com artes marciais convencionais. Quer dizer que basta ser nomeado Scorpion para que o fogo seja aceito pelo espectador?
  2. Quan Chi nunca é apresentado devidamente durante sua micro-participação, sendo impossível para quem não é familiarizado com a franquia saber quem ele é e o que faz.
  3. Quan Chi simplesmente conversa com Scorpion para trazê-lo de volta à “vida”, quando o aceitável seria o feiticeiro conjurar algum tipo de magia (ou dar a entender que o fez) para que o ato aconteça.
  4. Há apenas uma razão plausível para Shang Tsung aparecer falando inglês em uma história que foi inteiramente desenvolvida em japonês: Tancharoen sabe que não apresentou o personagem devidamente e, se o colocasse também falando em japonês, correria o risco do público não o reconhecer. Isto ajudou a jogar o clima criado para a história no lixo.

"-Não conte para ninguém, mas eu não sei falar japonês!"

Com uma trilha sonora completamente inapropriada para um desfecho tão dramático, o episódio apenas mantém a média previsível dos outros e não traz nada memorável. Nem a magia de gelo, tratada com alarde por Tancharoen em entrevista, impressionou. Afinal, nem mesmo era Sub-Zero a usá-la não é? Que venha o penúltimo.

PS: Do jeito que a série caminha, grande parte dos dois episódios finais serão só a montagem dos robôs Sektor e Cyrax.

Diretor de Mortal Kombat: Rebirth fala sobre o universo da franquia, de censura e do futuro da série

Entrevista publicada online em 16/05/11 pelo site IGN, antes do lançamento dos episódios 6 e 7.

IGN TV: Como Mortal kombat: Legacy evoluiu para uma série mais centrada na mitologia? A Warner resistiu às idéias que você introduziu em Mortal Kombat: Rebirth, seu curta mais realista?

Kevin Tancharoen: Na verdade a Warner foi muito receptiva com a minha visão. Mas esta série foi mais baseada em torno do jogo, que logo seria lançado. Então eles queriam ter certeza de que esta web série tivesse o máximo possível de histórias no universo Mortal Kombat e do novo jogo. Com isso dito, fui autorizado a colocar um punhado de minhas idéias lá. Mas o design geral da série é para ajudar a promover o jogo, trazer o nome Mortal Kombat de volta. E todos querem ver um Mortal Kombat live-action. Este é um ótimo jeito de fazer tudo isto ao mesmo tempo.

Kevin Tancharoen no set com Jeri Ryan

IGN TV: Quão envolvidos estão os criadores do game na série?

Tancharoen: Nós trabalhamos ao lado de Ed Boon, co-criador do jogo. Ele foi fundamental, inserindo o universo à série.

IGN TV: Como você fez para adaptar a franquia para uma web série, com um orçamento tão limitado?

Tancharoen: Isto sempre foi um desafio. Acho que para todo diretor, a menos que você seja um James Cameron, sempre haverá restrições que desafiarão sua imaginação quando você começa a pensar na idéia. Uma web série propicia muito mais dificuldade só pelas razões de orçamento, e assim por diante. Eu realmente tentei escolher as lutas baseado em efeitos visuais. Quando você cria lutas mais mitológicas, seu orçamento fica inflado. Por isso escolhi fazer a maior parte das histórias em um ambiente mais realista.

Jax, Sonya e Kano estão em um ambiente mais real. Raiden e Johnny Cage também. Peguei aquilo que com certeza teríamos que fazer com efeitos, como a luta de Scorpion e Sub Zero. Todos querem ver a magia de gelo e o arpão. Não pude pensar em colocar Mileena e Kitana em um mundo real sem torná-las meras assassinas – isto iria distanciar demais o vídeo do universo MK, então me afastei da idéia. Separei os que seriam fantasia e os que seriam realidade. Infelizmente, isto dividiu a audiência na metade. Muitas pessoas gostaram de minha visão realista, mas também havia muita gente ansiosa para ver fantasia.

IGN TV: Definitivamente é uma linha tênue com os fãs.

Tancharoen: Sim, muito tênue. Sinto que minha intuição para manter as coisas enraizadas na realidade é válida. Até agora o único episódio fantásico foi o de Kitana e Mileena, e parece ter sido um dos mais vistos, o que me surpreendeu. Só o que eu ouvia era “fantasia, fantasia! Queremos fantasia!” (risos). É interessante.

IGN TV: Pensei que o episódio de Mileena e Kitana seria como o primeiro. Parece que as pessoas entenderam que a série teria fantasia, mas viram os primeiros três episódios “reais” e quando viram fantasia parece que foram jogados para outro lado.

Tancharoen: Sim, o que estes fãs precisam ver é que esta série é como Batman: Gotham Knight ou Animatrix, com histórias diferentes, estilos e mitologias diferentes para cada curta. Acho que muita gente está se confundindo pelo fato de as coisas não terem ligação. Ela foi concebida para ser uma antologia em oposição a algo linear. A primeira temporada é essencialmente uma coleção das histórias dos personagens.

IGN TV: Mortal Kombat: Legacy continuará além da primeira temporada, ou será simplesmente uma minissérie?

Tancharoen: Sim, definitivamente. É possível que a segunda temporada aborde a estrutura do torneio no jogo. Meu desejo é adaptar a web série e um filme. Atualmente acho que posso fazer os dois, já que há muitos personagens no universo MK. O que não farei com um filme live-action é tentar colocar o máximo de personagens possível. Vimos o que acontece quando tentam fazer isso no segundo filme (Mortal Kombat: Aniquilação). Fica muito confuso e difícil de acompanhar. São praticamente várias participações especiais, os fãs não querem isso (risos).

IGN TV: O que houve exatamente com a censura dos episódios? Tenho certeza que você ficou chateado com isso.

Tancharoen: (riso) Fiquei bem frustrado. Nenhum diretor quer que seu material seja censurado, mas acho que faz parte da história da franquia (risos). A censura da série é estranha, mas não foi algo que fizemos, foi algo a que tivemos que reagir, aparentemente do Youtube.

Em algum lugar os pais estão pirando

Fico pasmo, já que há muita coisa pior do que isto (a violência na série) lá, mas é devido à popularidade que conseguimos. Houve vários pais que acharam inapropriado. Por causa disso o Youtube teve que colocar uma solicitação de idade nos vídeos. O meio termo que usamos foi censurar os episódios e lançar uma versão sem censura depois. Claro, o DVD será sem cortes e você não precisará se preocupar com isso (risos).

IGN TV: Qual é seu personagem favorito e como você fez para deixá-lo com seu estilo?

Tancharoen: Meu personagem favorito sempre foi Scorpion. Sei que é clichê responder isto, por ele ser tão icônico. Mas sempre me lembro que quando jogava MK e ele era sempre meu principal. E, para todos os propósitos, sua história é o clássico conto de vingança. Sempre gostei deste tipo de história, que está profundamente enraizada em uma narrativa clássica. Estou tentando adaptá-la de um novo jeito, mas colocando nela um personagem que todos já conhecem há bastante tempo. É também interessante, já que muita gente só o conhece como o cara que arranca o rosto e queima as pessoas. Elas não sabem como ele se tornou um spectro. Sua história é enraizada em emoção, e este é o ângulo que estou abordando.

IGN TV: O que você tem planejado para os episódios futuros?

Tancharoen: Há várias coisas chegando. Scorpion e Sub-Zero. Há uma história para Raiden que é mais na linha realista – você verá que é uma abordagem bem diferente. Será bem divertido.

IGN TV: Qual seu próximo passo como cineasta emergente?

Tancharoen: Um grande filme de ação. É algo que eu sempre quis fazer e um objetivo para mim.

Confira o texto original aqui.

Crítica: Mortal Kombat Legacy – Ep 7

IMDB: http://www.imdb.com/title/tt1842127/fullcredits#cast

Obs: Recomendo ver o sétimo episódio antes de continuar, o texto contém spoilers =) !

Este é o episódio que todos esperavam! Scorpion e Sub-Zero finalmente se enfrentarão em uma batalha fantástica e… Opa, peraí. Ah, ainda não. Claro.

Neste episódio (começo a reconsiderar esta nomenclatura, prefiro neste comercial) somos apresentados ao ninja/general Scorpion (Ian Anthony Dale) e sua família, que está à espera do Shogun do clã Shirai Ryu. Quando o general cai em uma emboscada e tem sua família raptada, descobre que o Shogun foi morto e enfrenta Sub Zero (Kevan Ohtsji), do clâ rival Lin Kuei.

Este episódio tem dois grandes méritos que, por si só, garantem seu sucesso pela verossimilhança com o universo ninja, sendo: 1- o belíssimo visual das locações, figurinos (apesar de Scorpion parecer um simples ninja, não um general) e efeitos visuais; 2-  o uso da  língua japonesa que, apesar de me parecer mecânico demais em cena, impressiona pelo fato de ser utilizado, já que americanos “não gostam” de legendas. Porém, apesar de ter um ótimo senso estético, o diretor Kevin Tancharoen demonstra não saber exatamente o que fazer com suas composições e supõe que seus espectadores não sejam inteligentes o suficiente para acompanhar sua “narrativa”, por exemplo ao ter que fazer brilhar de forma evidente e ridícula os olhos dos ninjas do clâ de Sub-Zero, para que não haja dúvida de que serão identificados. Tão discreto quanto usar uma camiseta azul estampada com LIN KUEI 4 EVER.

Ao menos neste episódio poderia ser dispensada a introdução que antecede o logotipo da série. Afinal, se vamos assistir a história de Scorpion, é desnecessário fazer um resumo de quem o protagonista é, afirmando novamente que o diretor simplesmente não tem timing para qualquer tipo de narrativa (a única que se salva é a do episódio #3), além de conduzir diálogos extensos e muito demorados – mas isto não é de fato um problema, já que a intenção era enrolar o espectador e deixar o clímax da história para a próxima semana não é? Deja-vu?

Aliás, é interessante ver como Tancharoen se acovarda ao tratar a trama de Scorpion e Sub-Zero – os dois maiores ícones do MK – com certo respeito à história original, visto que nenhuma grande liberdade estilística foi tomada desta vez. Mesmo assim, como de costume, há furos ridículos no roteiro: como pode a família de um general ficar completamente desprotegida? Eles realmente acreditam que colocar o filho do general, um garoto encantador mas irritantemente desafinado, para cantar na recepção do Shogun seria uma honraria, ao invés de simples exposição da criança como forma de aprovação incondicional? Como um general ninja pode cair em uma armadilha tão imbecil? Deus, são quatro roteiristas trabalhando nisso! Como podem?

Apesar do uso de música techno estragar um pouco o clima, o episódio é mais uma peça para o potifólio de Tancharoen que, como cineasta, será um ótimo diretor de videoclipes, visto que para o diretor a imagem é infinitamente mais importante que a narrativa. Que venha o oitavo comercial!

Update 1: Isso aqui é roupa de Scorpion!