Crítica: O Último Exorcismo

Último é? Tá…

IMDB: http://www.imdb.com/title/tt1320244/

OBS: Cuidado! Spoilers…

Eu não queria ver este filme mas, numa noite sem ter o que fazer e com apenas esta opção desinteressante de entretenimento, enfiei o disco no player e liguei o “dane-se”. Fiquei surpreso ao ver que, apesar deste filme estar longe ser memorável, me divertiu.

No filme acompanhamos o reverendo Cotton Marcus, um pastor  de Louisiana com a  fé em crise, que prega na igreja local e faz exorcismos em domicílio como se fosse um emprego corriqueiro. Após saber da morte de uma criança autista durante um exorcismo de outro reverendo e que o vaticano iria abrir uma escola para exorcistas (uia!), Cotton chama uma equipe de filmagem para registrar um exorcismo seu, a fim de  provar que tudo não passa de encenação e para evitar que outras pessoas se machuquem durante rituais como estes.

Curiosidade: durante o filme os personagens não falam como foi a suposta morte da criança, mas está escrito no jornal que aparece com a notícia. O reverendo que fazia o exorcismo colocou um saco de plástico na cabeça da criança para evitar que o demônio, quando saísse do corpo dela, entrasse em outra pessoa! (risos incrédulos)

Cotton explica que o exorcismo funciona apenas psicologicamente nos “possuídos” que, depois de um exorcismo teatral, se convencem que o terror acabou e voltam à suas vidas normais. É quando ele parte com a cineasta Iris e o cameraman Daniel para a casa do fazendeiro viúvo Louis Sweetzer, que mora com seu filho mal-encarado Caleb e sua filha fofinha Nell – a possuída que mata animais durante à noite – para mais uma “sessão de psicologia”. Cotton faz seu teatrinho, Louis acredita e paga, Nell dorme angelicalmente, tudo uma beleza…  Até  as coisas começam a fugir do controle.

O Último Exorcismo se aproveita loucamente de clichês do gênero, pegando emprestada a trilha dO Exorcista, fazendo uso do celeiro de Emily Rose e mostrando até um Necronomicon alternativo, utilizando uma narrativa mockumentary que não convence devido à montagem com vários planos diferentes que jogam tudo ladeira abaixo. Mas o filme me deixou intrigado mesmo assim, pois tudo indicava que a possessão era realmente um caso de esquizofrenia de Nell, que corria o risco de ser morta pelo pai, que ia tirar o capeta dela na base da espingarda. Imagina o rolo que daria se isso acontecesse e Cotton fizesse sua denúncia! Bravo!

Mas é claro que não foi assim, era o capeta mesmo. Logo o filme prometia um final sem vergonha e óbvio – e fatalmente o seria – mas é aí que a produção se assume como um filme de terror-bobagem e diverte o espectador, com um desfecho interessante durante uma seita satânica. Chutou o pau da barraca de uma vez.

Foi divertido, recomendo para quando houver tempo sobrando. E a garota não sobe pelas paredes.

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