Rio – breve comentário

Rio é… uma belezinha. Faz o Rio de Janeiro parecer o local mais maravilhoso do universo e “O point” do turismo radical, mas tem alguma coisa nos filmes de Carlos Saldanha que não me cativa – faltam motivações mais nobres.

Saí do cinema pensando apenas “-Muito bonito”. Visualmente e musicalmente. Imediatamente comecei a comparar a sensação do momento com aquela que tive quando assisti WALL-E da Pixar e, refletindo um pouco mais, notei que não fui tocado por nenhum sentimento mais profundo – foi apenas diversão passageira. Com WALL-E, por exemplo, vem a questão da preservação do planeta, da reflexão sobre o modo de vida humano, lixo, isolamento… Com Rio vemos apenas bichos fofinhos em um lugar maravilhoso, mas de mentirinha.

É engraçado e lindíssimo visualmente, mas não traz nenhuma mensagem além da “compre nossos bonequinhos fofinhos no lanche feliz”. Eu compraria só o do Blu. 

Update1: Tá, eu compraria o da Jade também…

Cancelamento do Maiden no Rio

 Do Whiplash:

“Do lado de fora houve breve altercação entre alguns indivíduos e a polícia, mas foi mínima, sendo resolvida rapidamente. Ao contrário da propaganda sensacionalista que certos veículos midiáticos adoram usar como forma de alcançar maior divulgação de seus produtos, não houve quebra-quebra generalizado nem qualquer tipo de violência. Houve apenas poucas exceções isoladas e sem maiores repercussões, considerada a gravidade dos acontecimentos.”

O mais revoltante, no entando, é testemunhar o modo como certos veículos midiáticos teimam em propagar a notícia de que o culpado de algo dessas proporções é o fã – justamente a maior vítima dessa falta de respeito. Onde já se viu barreira de proteção quebrar por causa de fã? O alambrado do Rock in Rio III consegue segurar 250.000 pessoas, e a do HSBC não consegue segurar 1% dessa monta? Não há como compreender a razão que leva alguém a dizer que o fã que paga 400 reais num ingresso, espera numa fila o dia inteiro, não vê a banda de abertura (e portanto não aproveita o valor do ingresso), é espremido, pisoteado, esmagado, corre o risco de se machucar com um equipamento armengado e defeituoso de uma produção mal preparada, é agredido fisicamente pela equipe de segurança, ainda tem seu show cancelado e volta para casa frustrado… não há como entender em que capacidade ele é o culpado da estória.”

Leia na íntegra aqui.