Crítica: Mortal Kombat Legacy – Ep 1

IMDB: http://www.imdb.com/title/tt1842127/

Obs: Recomendo ver o primeiro episódio antes de continuar, o texto contém spoilers =) !

Mortal Kombat virou websérie após o sucesso deste vídeo do diretor Kevin Tancharoen – impossível não ficar ansioso com uma série de feita nestes moldes. O primeiro episódio de Mortal Kombat – Legacy traz Sonia Blade (Jeri Ryan) infiltrada em uma fábrica para localizar o criminoso Kano (Darren Shahlavi).  Enquanto Jackson “Jax” Briggs (Michael Jai White) organiza uma força tarefa para invadir o local atrás de Kano, Sonia é capturada.

Não há como negar que esta produção realista está bem legal, mas este primeiro episódio impressionou mais pela apuração técnica que pela narrativa. Há enquadramentos muito bonitos – aquele que mostra o corredor da cela de Sonia com várias lâmpadas por exemplo – que exploram bem a fotografia caprichada de C. Kim Miles, porém isso ocorre só durante os diálogos. As sequências de ação estão perdidas e os tiroteios beiram o absurdo. Nem as lutas, que impressionaram no primeiro vídeo, estão convincentes.

Tente segurar o riso quando:

1 – Policiais e bandidos fortemente armados se encontram e seus respectivos líderes ficam frente a frente, sem proteção ou cobertura alguma, quando Kano diz: “-Matem todos”. Parece briga de gangue  e que eles usarão as armas como porretes;

2 – Quando Sonia se solta das correntes, que estão presas ao teto com apenas UM PARAFUSO;

3 – Quando Kano, ao pegar uma metralhadora para atirar em Jax, prefere bater no adversário com a arma ao invés de atirar de uma vez.

Os tom da produção é o mesmo, mas o roteiro está repleto de clichês e  a direção está completamente perdida. Qual problema terá acontecido?

Acredito que a troca de Oren Uziel, roteirista do primeiro vídeo, por quatro (!) novos roteiristas – dentre eles Ed Boon, um dos criadores do jogo Mortal Kombat – possa ter desandado completamente a equipe de Tancharoen que, talvez agora sob maior pressão e cobrança, esteja passando por maus bocados. Sinceramente, espero que não tenha sido isso…

Vamos ver como será o segundo episódio.

Mortal Kombat – Rebirth

O primeiro Mortal Kombat, dirigido por Paul Anderson (para mim, o único filme relevante de sua carreira), foi um sucesso marcante em 1995 – as lutas ao som do techno eram bem legais e empolgavam bastante moleques de 10 anos, minha idade na época. Mas, mesmo com a pouca idade, era impossível não pensar: mas e o sangue? Fatalities? Cadê tudo o que faz o jogo legal e diferente?

Pois teremos todo o potencial sério da franquia retratado de maneira realista e brilhante pelas mãos de Kevin Tancharoen, responsável  pelo projeto Mortal Kombat – Rebirth. Vejam o vídeo abaixo e confiram uma prévia da visão de Tancharoen para um novo início da franquia.

Para mais informações, visitem o link abaixo:

http://www.omelete.com.br/cinema/diretor-do-curta-de-mortal-kombat-explica-seus-planos-para-possivel-longa-metragem/